domingo, 14 de março de 2010

A Rosa

O tempo corre depressa
A chaga da minha alma aflora
A vida já não me interessa,
E a Rosa que me encanta, chora.

Da bela lua, sou amante,
Da frieza tenho aversão,
Mas isso não é tão relevante
Comparado com a minha solidão.

Da tristeza me desfaço agora
Lembrando-me do teu abraço
Esquecendo-me da angústia, que outrora
Causava-me embaraço.

Tua beleza imensurável,
Única e graciosa,
Indefesa, inefável;
Faz-me lembrar da bela Rosa.

O vento que traz o que amo,
Também traz-me o engano,
Deixando-me ébrio de prazer,
Prestes a enlouquecer,
Vendo o desabrochar da maravilhosa
Tão simples e tão complicada Rosa.

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