Sinto o pulsar das minhas veias,
Enquanto o fogo se espalha.
Meu sangue arde feito palha
E minh’alma incendeia.
Essa dor que me inflama,
Que me fere, que me queima,
Que não passa e ainda teima
Em me arder feito chama.
E meu sangue escorre,
Vai seguindo o seu carma.
Como a cor que encarna
Segue o caminho de quem morre.
Sinto o pulsar das minhas veias,
Enquanto o fogo se espalha.
Meu sangue arde feito palha
E minh’alma incendeia.
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