domingo, 6 de junho de 2010

Carta à Invasora

Envio, por meio desta carta, algumas exigências. Em primeiro lugar, peço-lhe humildemente que desabite o meu pensamento, porque desde quando te conheci você se instalou nele e não quer mais sair. Assim não dá! Vou estudar, me pego lembrando do seu sorriso, mal acordo e já sinto seu cheiro na cama e daí por diante. Até nas minhas orações, eu encontro os olhos seus; desse jeito fica difícil pra mim. Em segundo lugar, gostaria que você não me mandasse mais mensagens no celular, porque assim eu conseguiria fazer outra coisa a não ser lê-las a cada minuto. E por último, mas não menos importante, eu exijo que você esqueça todas as minhas exigências! São meras tentativas em vão de querer mudar o imutável, querer saciar o insaciável e tapar o sol com a peneira. É tão bom morrer de amor e continuar vivendo!

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