"Tudo que eu queria, era apenas viver em paz e harmonia, andar tranquilamente, sem peso na consciência, sem mudar a minha essência, sem ser acusado, aliás, sem ser condenado por viver tão intensamente."
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A Arte de Esperar
A boa e velha arte de esperar. Esperamos em fila, esperamos ônibus, esperamos por datas especiais, esperamos amores. Esperamos demais! Criamos até uma falsa imagem, esperamos a mulher perfeita ou o príncipe encantado, quando na verdade só existem sapos e gatas borralheiras. Esperamos coisas demais dos outros. Cartas, ligações, e-mails, flores, presentes, compreensão, carinho... Mas na realidade essa pessoa não pode nos dar nada mais do que tem. E aí essa esperança acaba inundando o terreno do amor e estragando o que há de mais bonito: as diferenças. São elas que acendem o fogo da discórdia e liberam a chama do prazer. Elas são o combustível da relação. Um casal sem brigas não são um casal e sim dois seres sem vida (e sem sal). Se o romance não der certo, lembre-se: a culpa não é sua, nem dele, nem dela, nem de fulano, nem de ciclano, a culpa é da esperança, a culpa é da esperança!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O Último Cupido
Você se fecha de todas as maneiras. Tranca as portas, fecha todas as janelas, apaga as luzes e blinda o seu coração. E se esconde no quarto escuro para desabar em choro. Você foge do amor como o diabo foge da cruz! Talvez seja porque você tem medo de amar. Talvez. Ou então o Cupido já te acertou uma vez. Deve ser por isso que tem um cara que vive entrando e saindo na hora que quer. O cara do passe livre. Enquanto eu fico aqui de tocaia, ele entra, passa alguns dias e até meses, mas depois sai e some no mundo. E quando menos espero, o cara de sorte reaparece e invade o seu coração novamente. E eu fico aqui, esperando um vacilo qualquer, que nessas idas e vindas, ele deixe uma pista, uma luz acesa, uma janela aberta ou uma porta entreaberta, alguma possibilidade de atirar a minha flecha e acertar em cheio o seu peito.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Culpa é Sua
Você é envolta por mistérios, cercada de dúvidas, medo e inseguranças. Você é um labirinto. Ou melhor, você é uma incógnita. A minha incógnita. Mesmo com tantos enigmas e tantos segredos escondidos as sete chaves, eu te decifro com a maior facilidade. E cada vez que te descubro, me descubro também. Eu me descubro forte, para te dar força. E me descubro confiante e seguro, para acabar com todas as suas inseguranças. Eu me descubro o mais corajoso dos mortais para espantar seu medo. E me vejo uma criança para brincar com você e jogar seu jogo. Sou o mais dócil dos homens para adoçar sua amargura. Sou o mais frágil deles, para me encontrar nas suas forças. Sou o mais sorridente, para rir até das suas piadas sem graça. E o mais engraçado, para te arrancar um sorriso diante de uma grande tristeza. Eu me descubro o mais fiel dos homens, por respeito a você. Sou o mais sincero, para nunca te iludir. Sou o mais gentil e educado, para aumentar teu ego. Também sou o mais safado, para te tirar do sério. E no meio de uma briga, assumo toda a culpa e digo que você brava fica ainda mais bonita. Você é a responsável pelas minhas noites mal dormidas, por todos os meus devaneios, meus anseios e pelos sonhos que tenho acordado. A culpa é sua.
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